Sou 8 e 80.

10/17/2016 04:50:00 PM



“Sou tri exagerada. Faço tempestade em copos de água, plástico, vidro, cristal e requeijão. O que é ser normal? E anormal? Qual a linha divisória entre essas duas coisas? Eu não sei e, pra falar a verdade, não sei se me enquadro nos “normais”, acho que estou fora dos padrões da normalidade. Tenho medo de escuro, durmo com a televisão ligada. Adoro assistir filmes de suspense-aterrorizante e depois morro de medo. Detesto futilidades, mas sempre dou uma olhadinha na Caras e na coluna social da Zero Hora. Gosto de Literatura Portuguesa e leio muitos livrinhos-bestas também. Amo dias ensolarados e adoro dormir com chuva. Aquele barulhinho é maravilhoso. Sou louca pelo frio e adoro tomar banho de mar e de piscina no verão. Não tenho paciência para escutar longas histórias, mas falo pelos cotovelos. Gente devagar e lerda me cansa. Tenho medo de gente, mas vivo no meio deles. Acho difícil compreender a mente humana. Ju-ro que me esforço. Sou teimosa, mas sei escutar. Sou firme pra defender meu ponto de vista e, ao mesmo tempo, sou indecisa. Quando tenho que me decidir penso demais e reflito exaustivamente sobre o assunto. Sou impulsiva, minhas atitudes seguem meu instinto. Não penero o que falo, as palavras vão saindo da minha boca e quando me dou conta…Falei! Às vezes as pessoas se magoam com esse meu jeito de ser. Sou sincera, mas às vezes guardo pra mim certos pensamentos. Sou cara-de-pau, falo na cara. Super corajosa e super covarde. Tenho mania de limpeza e inúmeras vezes o meu quarto está uma verdadeira zona, bagunçado e do avesso. Sei que malhar faz um bem enorme pra saúde, mas às vezes prefiro ficar embaixo do cobertor vendo um bom filme e comendo um montão de pipoca (ao invés de suar a camiseta). Na tpm sou uma égua-ambulante. Fora da tpm meu humor oscila demais, sou doce e ácida, tudo junto. Meu humor muda muito rápido. Sou educada sempre, mas basta um cidadão ser mal educado comigo… Que viro onça! Defendo meus amigos e brigo por eles. Estou ao lado da minha família sempre, em qualquer circunstância. Sou sentimental ao extremo. Me apaixono fácil, me apego rápido demais. E tenho uma capacidade tremenda de deixar de gostar de alguém de uma hora pra outra. Sou irônica e de vez em quando não entendo piadas. Sei exatamente o que fazer pra modificar o que está errado na minha vida, mas seguidamente me sinto parada, estática, no mesmo lugar, sem saber pra onde ir. Faço escolhas erradas e apostas certas. Sou chorona. Choro de dor, de amor, em comercial, em filmes, ouvindo uma música. Choro por chorar, choro quando me dá na telha. Mas não é na frente de todo mundo que me sinto à vontade pra chorar. Gosto de moda, mas não sigo a moda. Sigo meu estilo. Acho que cada um deve procurar o seu. Sempre ando arrumada e com o cabelo no lugar. Unhas feitas. Em alguns dias me dá vontade de sair que nem uma mendiga. Gosto de conversar, sou do papo mesmo e, às vezes, não tenho ânimo de abrir a boca pra nada, só quero ficar quietinha na minha, escondida do universo. Adoro usar salto, mas também uso tênis e ando de pé no chão. Gosto de passear de meias pela casa. Adoro calcinha de algodão, aquelas com desenhos e super coloridas. E também gosto de lingerie de renda francesa. Gosto de champagne e água com gás. Não gosto de cortinas. Adoro luz de velas e bichinhos de pelúcia. Beijo na boca e abraço apertado. Odeio que me tratem como se eu fosse de cristal, como se eu fosse quebrar. Gosto de emoções fortes. Acho que um colinho é sempre bem-vindo, em qualquer situação. Adoro homens carinhosos, mas detesto homem grudento e meloso, credo! Eles me dão ânsia de vômito. Odeio rótulos e não suporto rotina. Rotina cansa, desgasta e é prejudicial à saúde. Creio que conviver comigo seja como andar de montanha-russa: ao mesmo tempo em que sou previsível, te surpreendo num piscar de olhos. E aí? Sou normal ou vou ganhar um carimbo no meio da testa escrito: interna já no hospício? Não sei. E quer saber? Prefiro não ser. O normal é chato, sem graça e sem sal. Como dizia Raul Seixas “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante…”

– Clarissa Corrêa

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